29 de dezembro de 2011

Três assaltos em 30 dias: bancários pedem segurança em Rondônia

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Falta de policiamento em pequenos municípios facilita a ação dos bandidos. Traumatizados, bancários que presenciaram assaltos buscam assistência psicológica

Ana Aranda – da redação

Marca de tiros na agência do Banco do Brasil em Nova Brasilândia - Foto - assessoria

Nos últimos 30 dias foram registrados três assaltos a bancos no interior de Rondônia. O mais recente, ocorrido no Banco do Brasil de Nova Brasilândia na última segunda-feira, provocou um tiroteio entre bandidos e a polícia, várias pessoas foram feridas e os assaltantes fugiram em uma ambulância levando clientes e funcionários da agência como reféns. Os prejuízos financeiros não foram revelados, mas informações extra-oficias estimam que foram levados cerca de R$ 200 mil da agência. Além de Nova Brasilândia, no período foram assaltados bancos em Buritis e Montenegro, três municípios que têm em comum o reduzido número de policiais, o que torna as agências extremamente vulneráveis aos assaltantes.

De acordo com o secretário-geral em exercício do Sindicato dos Bancários de Rondônia (Seeb/RO), Eurialy Brasil, apenas seis policias militares atuavam em Nova Brasilândia no dia do assalto. Já Buritis, com 60 mil habitantes, conta com um efetivo de 20 PMs, sendo que o município está localizado em uma região marcada por graves conflitos agrários e  utilizada como rota para o tráfico de drogas. O município está localizado na região da grande Ariquemes, considerada como uma das mais violentas do Estado.

Além dos três assaltos registrados nos últimos 30 dias, Eurialy Brasil cita outros ocorridos no decorrer de 2011: em Ariquemes, Cujubim, Monte Negro e Mirante da Serra. Durante o ano, as cooperativas de crédito foram alvos de cinco assaltos e as lotéricas registraram cerca de 20, afirma ele. “Em Porto Velho, durante a greve da Polícia Militar, que durou uma semana, três lotéricas foram assaltadas”, informa Eurialy.

Segurança nos bancos

A onda de assaltos cria um clima de medo e intranqüilidade entre os funcionários dos bancos.

Buritis, vizinho de Ariquemes, é utilizado como rota para o tráfico

Traumatizados com o assalto realizado na última terça-feira em Nova Brasilândia, os funcionários da agência foram afastados do trabalho para tratamento psicológico durante sete dias e só voltarão ao trabalho depois de uma avaliação médica.

Para combater os assaltos, o Seeb solicitou um aumento do policiamento nas pequenas cidades do interior. “O governo nos informou que está formando cerca de 300 PMs por ano e que as regiões mais violentas serão privilegiadas com as primeiras lotações”, afirma Eurialy.

O sindicato também cobra mais investimentos dos bancos com a segurança dos funcionários e dos clientes e deverá protocolar nos próximos dias uma denúncia sobre o não-cumprimento da Lei Estadual nº 2.530, sancionada em julho deste ano, que torna obrigatória a instalação de porta com detector de metais nas agências, travamento e retorno automático; sistema de monitoração e gravação de imagens 24 horas, câmeras com sensores de movimento de alta resolução e instalação de vidros que suportem disparos de até calibre .45, entre outras medidas de segurança. “Se a agência de Nova Brasilândia contasse com estes equipamentos, os bandidos não teriam feito o assalto com tanta facilidade”, lamenta o presidente do sindicato.

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