6 de novembro de 2010

Dilma promete mais recursos para ciência e tecnologia

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Presidenta eleita Dilma Rousseff

Mara Paraguassu

A política ambiental da presidente eleita Dilma Rousseff está alicerçada em 13 pontos, um deles intitulado Desenvolvimento sustentável da Amazônia, contidos no Programa de Governo divulgado no portal da então candidata (www.dilma13.com.br). Nesse ponto está previsto “elevar os investimentos em ciência e tecnologia, voltados para o uso sustentável da biodiversidade, fortalecendo as instituições de pesquisa da Amazônia”.

Nada mais é explicitado. Não há menção alguma a percentual ou valores do orçamento federal brasileiro para os investimentos em ciência e tecnologia na região mais cobiçada do planeta, antiga aspiração dos cientistas que atuam na Amazônia e quase sempre tema de reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, SBPC.

No encontro de julho de 2009, o secretário executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luiz Antônio Barreto de Castro reconheceu: “Precisamos botar muito mais dinheiro na Amazônia. O que a gente coloca hoje é merreca”, disse, conforme registra o portal do jornal “O Estado de São Paulo”.

Em outro ponto do Programa de Governo, o de número quatro – Aperfeiçoar a política de proteção, conservação e uso sustentável do patrimônio natural -, está definido, entretanto, elevar para 30% o percentual de áreas destinadas às Unidades de Conservação da Amazônia e ampliar para 10% nos demais biomas (Cerrado e Mata Atlântica por exemplo).

Além de dinheiro, na Amazônia, onde vivem 20 milhões de pessoas, faltam infraestrutura, cursos e cientistas nas instituições de pesquisa existentes. “A região amazônica é o centro das atenções mundiais, mas continua a periferia das questões nacionais. A Amazônia não deve ser encarada como uma questão regional, e sim um desafio brasileiro”, disse Alex Bolonha, reitor da Universidade Federal do Pará (UFPA), durante encontro da SBPC em 2007, conforme registra portal da Agencia Fundação de Amparo e Pesquisa de São Paulo, Fapesp.

Os cientistas reivindicam programas que atraiam doutores para a região, revertendo a tendência da ciência de se servir da Amazônia e passar a produzir ciência na região, que precisa de seus próprios doutores. “Não se defende a Amazônia com preservação, mas com conhecimento”, afirmou.
Rondônia

Com exceção de Rondônia, todos os estados da região Norte têm estrutura para produzir pesquisa e ciência. A Constituição do estado prevê, desde os anos 80, a criação da Fundação de Amparo à Pesquisa de Rondônia, mas ela nunca saiu do papel. Nesta eleição, o candidato Eduardo Valverde (PT) prometeu em seu Programa de Governo implantar a fundação, destinando ao menos 1% do orçamento para a entidade. Outros políticos fizeram igual promessa, sem cumpri-la até agora.

Clique aqui e veja os 13 pontos do Programa de Governo de Dilma para o meio ambiente

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