7 de novembro de 2019

Presença caribenha em Rondônia é tema de festival de cultura no teatro Guaporé

Compartilhe:
Cleide Blackman lança livro com pesquisa sobre migração de caribenhos
para Rondônia, – Foto:divulgação

Naturais do Caribe, os chamados barbadianos formaram o maior contingente de trabalhadores da construção da Madeira-Mamoré.

Autor: assessoria

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Rondônia e a Embaixada de Barbados no Brasil são parceiros no Festival Internacional Do Mar do Caribe à beira do Madeira.  O evento tem por objetivo criar um registro da culturalidade amazônida regional de Porto Velho, com uma perspectiva internacional e que seja uma tradição cultural porto-velhense. A realização do Festival colabora para a preservação e valorização da cultura, história, memória, gastronomia, musicalidade, historiografia, literaturas, documentários, intercâmbios e incentivar as expressões culturais diversas do município de Porto Velho.

A programação inicia às 19 horas, do dia 09/11 (sábado), no Teatro Guaporé. O Festival Internacional representa a concretização da “Semana Barbados X Brasil/Porto Velho”. Na oportunidade será lançado o livro “Do Mar do Caribe à Beira do Madeira” (Editora Appris), de autoria da Bibliotecária da Reitoria do Instituto Federal de Rondônia, Cledenice Blackman. Ela atualmente é doutoranda em Educação no convênio do IFRO com a Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp-Marília).

A obra é resultado das pesquisas realizadas há mais de 14 anos por Cledenice Blackman, que também é historiadora e pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Educação, Filosofia e Tecnologias (GET/IFRO). A autora explica que o material bibliográfico vem romper com a história regional, nacional e internacional no sentido de desmistificar conceitos tidos como verdades cristalizadas sobre o processo imigratório para o Brasil, para regiões como: Belém, Manaus, Porto Velho, Espírito Santo e outros territórios brasileiros do povo negro das regiões que compõem as Antilhas Inglesas durante o período fins do século XIX e início do XX, conhecidos na historiografia como sendo barbadianos.

A Professora do IFRO, Rosa Martins, escreve na sinopse que “este livro nos convida a assumir uma postura diante da vida, de respeito e empatia, pois para reconhecer a si e ao outro, é preciso chegar mais perto”.

No evento, o tema da palestra da embaixadora de Barbados, Tonika Sealy Thompson, será “Nos vemos em Barbados 2020”. Haverá ainda apresentação cultural de Luana Shockness, Kaltman Shockness, Matheus Shockness, Pastoras do Asfaltão e do poeta Mado.

Notícias relacionadas:

25 de junho de 2014

Morre Dionísio Shockness – “O velho maquinista foi embora”

[25/06/2014 - 17:22h] Compartilhe:Descendente dos trabalhadores barbadianos da Madeira-Mamoré, seu Dió trabalhou a vida toda no complexo ferroviário Ana Aranda Descendente dos trabalhadores […]

Deixe seu comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PUBLICIDADE