14 de março de 2015

Prefeitura afirma: Peças do Museu da Madeira-Mamoré serão recuperadas

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Prefeitura vai contratar uma empresa especializada para recuperação do acervo. O processo está em andamento.

Autor: Amazônia da Gente

Peças do acervo da Madeira-Mamoré foram transferidas do pátio do Prédio do Relógio para um galpão - Foto Jota Gomes

As últimas peças da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré que permaneciam no pátio do Prédio do Relógio, no centro de Porto Velho, foram retiradas na última sexta-feira (13/03) e levadas para um galpão alugado pela prefeitura na rua Benedito Inocêncio, entre Avenida Guaporé e Mamoré, Zona Leste da cidade. A prefeitura abriu processo de licitação para contratar uma empresa de restauração para recuperar todo o acervo que faz parte do museu do complexo, entre os quais estão as referidas peças.  Na última quinta-feira, expirou o prazo para que os interessados no trabalho enviassem suas propostas para a prefeitura. A empresa que for contratada deverá  definir a forma como será feita a restauração. Só então vai ser feito o inventário de todo o acervo.

De acordo com o presidente da Fundação  Cultural de Porto Velho (Funcultural), Marcos Nobre,  o prefeito, Mauro Nazif, determinou que até o final deste ano, pelo menos parte do acervo seja recuperado.  Nobre admite que não será uma tarefa fácil. Além das precárias condições das peças, a prefeitura conta com uma equipe pequena para trabalhar no setor. São ao todo 13 pessoas. “Dependemos de parceiros como o Exército, a Semtran e os servidores da Funcultural que abraçaram a causa”, afirma ele.

Graças aos parceiros do trabalho, foi feita a pré-catalogação de todas as peças do acervo histórico do museu, conforme orientações técnicas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O museu faz parte da área tombadada ferrorvia como Patrimônio Histórico Nacional pelo Iphan.

Marcos Nobre destaca a necessidade de recuperar o acervo da Madeira-Mamoré: “Essa é a nossa história. É importante a preservação (do complexo ferroviário) para que as pessoas que moram na cidade tenham o sentimento de pertencimento a este lugar. Para isso, é necessário construir essa  identidade , o que só é possível se a nossa história for preservada, valorizada e, principalmente, que a população tenha conhecimento da sua origem.”

 

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