6 de novembro de 2010

Fósseis de animais gigantes descobertos no Acre podem desaparecer

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Abdoral Cardoso

Uma espécie de tesouro da humanidade, com vários fósseis de animais gigantes como o Purussauro, um lagarto com 10 toneladas, medindo de 15 a 20 metros e que habitou a Amazônia há 8,5 milhões de anos, pode desaparecer a qualquer momento. Sem apoio oficial, vértebras, dentes molares, pedaços de mandíbulas, presas de preguiças e pedaços de cascos de tartarugas gigantes estão armazenados num espaço improvisado do sobrado da panificadora “Mota”, centro de Marechal Thaumaturgo, no chamado Vale do Juruá, no Acre.

Os achados pertencem ao colecionador e policial aposentado Renato Bezerra Mota, de 70 anos, e nem mesmo a Fundação Universidade Federal do Estado do Acre (UFAC) mostra interesse em ajudar na catalogação das peças, recolhidas na maioria da Cachoeira do Breu, onde o pesquisador autodidata realizada suas expedições e garante ter descoberto evidências de um sítio arqueológico.

Colecionador desde 1980, Mota afirma que, mesmo com toda falta de apoio oficial, conseguiu catalogar há 4 anos, com o apoio do paleontólogo Alceu Hanzer, 26 peças, mas há outras 30 por serem catalogadas. “Preciso de um espaço adequado e urnas de vidro para exposição dos fósseis à visitação pública, inclusive para que o acervo seja mantido no município”.

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