10 de agosto de 2017

Hidrelétricas e pesca predatória ameaçam grandes bagres da Amazônia

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bagre red

O ano de 2007 tinha tudo para trazer a redenção ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os abalos do Mensalão haviam arranhado sua reputação, mas não tiveram força para apeá-lo do poder: Lula fora reeleito no ano anterior, no empuxo de um PIB com crescimento de 4%, às vésperas de um cenário que já soprava os ventos da crise que se abateria sobre o mundo. Em fins de janeiro, Lula anunciou o Plano de Aceleração do Crescimento, com promessa de investir meio trilhão de reais em infraestrutura, a ponta de lança do novo mandato.

Mas – e o presidente não podia imaginar – haveria um peixe em seu caminho. Em março, um parecer elaborado por técnicos do Ibama sugeria o veto à construção de duas hidrelétricas no rio Madeira, obras-chave para a visão de Brasil grande que rondava os círculos petistas. As usinas Santo Antônio e Jirau, insistia o Ibama, seriam fatais para a dourada, um grande bagre que habita quase toda a bacia Amazônica e protagoniza a maior migração do mundo: de 8 mil a 11 mil quilômetros durante toda a vida. As barreiras de concreto projetadas para as usinas impediriam o peixe de seguir seu curso. Incomodado com o relatório do órgão ambiental, Lula contra-atacou numa reunião com seu conselho político: “Agora jogaram o bagre no colo do presidente.”

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