30 de junho de 2018

Forte Príncipe da Beira é candidato ao título de monumento histórico da UNESCO

Compartilhe:

Fortaleza é um dos mais importantes patrimônios históricos de Rondônia e custou o sacrifício de negros, índios e brancos.

Autor: Amazônia da Gente

Forte Príncipe da Beira,  em Costa Marques - Foto: Marcela Bonfim

Forte Príncipe da Beira, em Costa Marques – Foto: Marcela Bonfim

Porto Velho – Juntamente com mais 18 fortalezas do Brasil, o Real Forte Príncipe da Beira, construída no Século XVIII, em Costa Marques, na divisa do Brasil com a Bolívia, é candidato ao título de monumento histórico de Rondônia reconhecido pela UNESCO. Abandonado durante séculos, o Forte está em ruínas e o Exército Brasileiro anunciou a sua restauração em parceria com o Governo de Rondônia, Universidade Federal de Rondônia (UNIR) e Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Uma equipe técnica do IPHAN de Brasília fará uma visita ao Forte nos dias 9 e 10 de julho próximos para tratar da candidatura da fortaleza.

Segundo a superintendente do Iphan em Rondônia, Delma Batista, nos dias 11 e 12 de julho representantes do Iphan, Exército, governo de Rondônia e do curso de arqueologia da Unir participam de uma oficina para elaboração do Plano de Gestão do Forte. Está previsto para agosto o início do trabalho de solidificação das ruínas. A restauração do Forte deverá durar cinco anos.

“Essa possibilidade do Forte ser um patrimônio reconhecido pela Unesco, dará a ele visibilidade mundial. Pessoas de outros países vão ter interesse em conhecer essa fortificação’’, acredita a superintendente do Iphan.

Negros, brancos e índios na obra

A construção do Forte Príncipe da Beira, no período de 1775 a 1783, fez parte do esforço da Coroa Portuguesa de ocupar o oeste da Província do Mato Grosso, no vale do Guaporé, fronteira do Brasil com a Bolívia. A fortaleza, construída na margem esquerda do rio Guaporé, também visava deter a invasão de espanhóis na fronteira e evitar o contrabando de ouro.

A obra custou o sacrifício de trabalhadores brancos, índios e negros. As doenças, a falta de infraestrutura, as grandes distâncias, brigas no canteiro de obras, e nuvens de piuns dificultaram os trabalhos e os serviços eram mantidos com disciplina rígida incluindo castigos severos, como o famigerado tronco, onde eram castigados os escravos.

Notícias relacionadas:

2 de fevereiro de 2016

MP requer liminar para que Eletrobras garanta energia em Costa Marques

[02/02/2016 - 20:02h] O Ministério Público afirma que os transtornos decorrentes da não prestação de adequada do serviço de energia elétrica ocorrem desde 2013.

15 de janeiro de 2015

Ação civil exige demarcação de terra quilombola no Forte Príncipe da Beira

[15/01/2015 - 18:34h] Compartilhe:Ação civil impetrada pelo Ministério Público Federal também inclui a comunidade de Santa Fé, em Costa Marques Fonte: http://www.prro.mpf.mp.br O […]

29 de setembro de 2014

Juíza e chefe de cartório sofrem atentado a tiros durante fiscalização eleitoral no Vale do Guaporé

[29/09/2014 - 09:57h] Compartilhe:Justiça Eleitoral não irá se curvar diante de atentado à democracia, afirma presidente do TRE, desembargador Péricles Moreira Chagas Autor […]

Deixe seu comentário

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

PUBLICIDADE