2 de fevereiro de 2016

Floresta plantada é apontada como uma “poupança verde” por empreendedor da região sul de Rondônia

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Paulo Sérgio (Secom) e Amazônia da Gente

O ciclo da madeira foi um dos principais movimentos econômicos ocorridos na história de Rondônia, nas décadas de 70 e 80, com a colonização e o desmatamento da floresta amazônica, incentivado pelo governo Federal. A realidade agora é inversa: a madeira a ser extraída vem da floresta plantada, que oferece atrativos geradores de renda, como o beneficiamento, a goma-resina e o sequestro de carbono.

Plantar floresta é fácil, mas é importante o acompanhamento técnico para obter os resultados desejados. “As espécies comerciais já estão definidas e devem ser plantadas conforme o tipo de solo na região. O eucalipto e o pinus, por exemplo, respondem melhor em solo mais arenoso, mais pobre em nutrientes. Já a teca e o pinho cuiabano são espécies bem exigentes em relação à fertilidade da terra”, detalhou o coordenador estadual do programa Floresta Plantada, engenheiro florestal Edgar Menezes Cardoso, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Ambiental (Sedam).

Plantar floresta tem sido excelente negócio a longo prazo, e  Vilhena tem se destacado na atividade. “É uma poupança verde. Além do ganho, o produtor rural não precisa desmatar, e contribui na recuperação de área degradada. É extremamente viável”, avalia o gerente Operacional do grupo Eletrogoes, Gefeson Melo, empresa que vem pesquisando e selecionando o melhor da espécie em laboratório próprio, desde 2008, na região de Pimenta Bueno.

Em Vilhena, o beneficiamento do eucalipto ocorre em forma de palanque para cercas, porteiras, madeiramento para construção civil e móveis entre outras peças rústicas e decorativas. “O eucalipto é nosso carro-chefe, porém estamos beneficiando o pinus também”, anunciou o empreendedor Anderson Zomer, assinalando o aquecimento do mercado, garantindo mais geração de emprego e renda direta e indiretamente.

“Nossos estudos apontam o eucalipto com o melhor custo-benefício, tanto para o produtor quanto para a produção de energia renovável”, frisou o responsável pelo viveiro e floresta de eucalipto da Eletrogoes, o engenheiro florestal Carlos Alberto Soares Monteiro.

Toda a produção do eucalipto produzido na região tem endereço certo para venda: a usina termelétrica movida à biomassa, que deverá ser inaugurada ainda nesse semestre pelo grupo Eletrogoes.

“De uma forma geral, a floresta plantada gera muito mais do que a pecuária e a agricultura”, afirmou o engenheiro florestal Aparecido Donadoni, destacando que os maiores plantios das espécies eucalipto e pinus já são visíveis ao longo da BR-364, no trecho entre Pimenta Bueno e Vilhena.

As plantações de pinus no cone sul transformam as áreas totalmente degradadas em paisagem cinematográfica. Otimistas, os produtores avançam no negócio e já estão viabilizando a implantação na região de uma usina de beneficiamento da goma-resina, mais um lucrativo produto da espécie.

“Quando juntos atingirmos 15 mil hectares de floresta em pinus teremos matéria-prima suficiente  para instalar a resinadora”, animou o fazendeiro Antônio Marques Pereira, detentor de uma das maiores áreas plantadas e entusiasta do plantio de pinus em Rondônia.

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