23 de janeiro de 2012

Dilma dá 6 meses para ministérios criarem sistema que monitora gastos

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Flávia Foreque e Márcio Falcão, FolhaOnline Brasília

A presidente Dilma e ministros na primeira reunião de 2012 (Foto: Roberto Stuckiert)

Os ministérios terão o prazo de seis meses para apresentar ao governo um sistema de monitoramento de seus programas, inclusive de convênios e contratos. A medida foi determinada pela presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira na primeira reunião ministerial do ano.

Como a Folha mostrou hoje, a ideia é que os ministros possam disponibilizar informações sobre a execução e o andamento de projetos. Segundo o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann, a ferramenta vai permitir o controle em tempo real das ações de cada órgão do governo.

Recentemente o Planalto passou por desgastes envolvendo denúncias de irregularidades em gastos dos ministérios, sendo que partes das suspeitas de corrupção recaíram principalmente sobre os contratos com organizações não governamentais.

Também teve que dar explicações a respeito do direcionamento de recursos do governo para redutos políticos de ministros.

Roberto Stuckert Filho/PR
Da esquerda para direita: o vice Michel Temer, a presidente Dilma Rousseff e os ministros Gleisi Hoffmann (Casa Civil), Celso Amorim (Defesa) e Guido Mantega (Fazenda) durante reunião ministerial no Palácio do Planalto

Em um discurso inicial de 30 minutos, Dilma afirmou que o projeto de transparência é “revolucionário” e promete uma reforma na administração pública.

“É um projeto revolucionário, progressista e indispensável para a verdadeira reforma do Estado, não pela demissão de servidores ou da perda de direitos previdenciários, mas da gestão de um Estado mais profissional e meritocrático”, afirmou.

Na avaliação do porta-voz, isso tem uma relação direta com a ascensão social de brasileiros para classe média, que tem mais acesso às informações e cobra mais repostas e serviços do governo.

A presidente não fez referência ao corte no Orçamento de 2012. Havia uma expectativa de uma sinalização do tamanho do ajuste. Mais cedo, Dilma desconversou sobre o tema e afirmou que não tem tratado do contingenciamento. O ministro Paulo Bernardo (Comunicações) chegou a dizer que não ouviu falar em corte de R$ 70 bilhões.

Além da presidente, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, fez uma análise do cenário econômico internacional e as projeções para o crescimento interno. Para Tombini, o Brasil será um dos poucos países do mundo a crescer mais do que em 2011 e deve alcançar um crescimento médio acima de 4%, o que acontece desde 2007.

Ele ressaltou que é possível identificar a manutenção da confiança da população e dos investidores na economia brasileira.

O presidente do Banco Central acredita que os Estados Unidos devem apresentar um crescimento mais alto do que ano passado e que os países na Europa, apesar de apresentarem cenários diferentes, devem registrar uma estabilidade. Sobre a China, a expectativa é que o crescimento seja alta, mas inferior ao de 2011.

A reunião ainda segue. Dos 38 ministros, 36 estão presentes. Os ministros Mendes Ribeiro (Agricultura) e Garibaldi Alves (Previdência) mandaram representantes. O novo ministro de Ciência e Tecnologia Marco Antonio Raupp, que assume amanhã, também acompanha o encontro.

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