14 de fevereiro de 2014

Curupira garante plantio de 3 milhões de árvores em 2.500 hectares de áreas degradadas

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O plantio das arvores será consorciada com a pecuária de leite e de corte já desenvolvida em 500 pequenas propriedades da Capital

Ana Aranda

Recuperar e utilizar 2.500 hectares de áreas degradadas para o plantio de 3 milhões de árvores destinadas para a fabricação de laminados para exportação, beneficiando 500 pequenos produtores rurais e pequenos empreendedores de Porto Velho. As metas ambiciosas são do Projeto Recriando a Floresta Curupira IV e V, viabilizado em Porto Velho graças a uma parceria firmada entre a Federação da Micro e Pequena Empresa (Feempi), Sindicato da Micro e Pequena Indústria (Simpi), Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric), Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) e Embrapa Minas Gerais (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). O apoio dos vários parceiros garante a estrutura necessária para o sucesso e rentabilidade do projeto. “O Curupira tem o objetivo de criar renda mensal fixa que o pequeno produtor não tem e uma aposentadoria digna que o governo não dá”, resume o presidente do Simpi, Leonardo Sobral.

O fechamento das parcerias para estas duas etapas do Projeto Curupira é o resultado dos bons frutos já colhidos em três experiências anteriores de plantio de árvores para a produção de madeira, que já beneficia mais de 40 produtores do estado. O pequeno produtor entra com a área e o trabalho, que é remunerado mensalmente. No período de abate das árvores – de seis anos, no caso do plantio do Paricá, previsto no projeto- o lucro é 100% do pequeno produtor mas ela já poderá encontrar parceiros que posam adiantar a compra da madeira no mercado futuro.

O Curupira IV e V será implantado no Projeto de Assentamento Joana D’Arc, nos distritos de Jacy-Paraná, Mutum-Paraná , Extrema , Nova California e na localidade de União Bandeirantes. O plantio das arvores será consorciada com a pecuária de leite e de corte já desenvolvida nas pequenas propriedades. “O projeto vai possibilitar a recriação da floresta e o melhoramento dos níveis de produção de leite e carne. Também vai contribuir para o reconhecimento do mercado internacional, que vê a carne produzida na Amazônia como sendo um fator de desmatamento”, explica o pesquisador da Embrapa Paulo Moreira.

Pinho cuiabano

Conhecido como pinho cuiabano ou paricá, a espécie Shizolobium amazonicum foi escolhida para o plantio do Curupira IV e V porque é uma árvore nativa da Amazônia, de rápido crescimento (chega a crescer 50 cm por mês durante os primeiros 24 meses) e dela se extrai lâminas sem manchas, diferente do que ocorre com o eucalipto, considerado lamina de 2ª linha. “Com estas características, a paricá é matéria prima de primeira qualidade para reviver ou reabrir as pequenas indústrias de laminados localizadas no entorno de Porto Velho, hoje fechadas por falta de matéria prima, e também deverá atrair indústrias de MDF e de compensado para o município”, explica Leonardo Sobral .

“Por estarmos em Porto Velho e termos toda a estrutura de uma capital e um porto exportador, temos condições de lançar um laminado competitivo no mercado internacional e não esquecendo que este é um produto considerado top para exportação”, acrescenta ele.

Parcerias

Na parceria que viabilizou o projeto, a Secretaria Municipal de Agricultura de Porto Velho (Semagric) vai contribuir com a preparação do solo (destoca, aplicação de calcário e fertilizante) e o secretário, Leonel Bertolin, será um dos coordenadores. A coordenação também contará com engenheiros florestais que atuam na Sedam e ainda vão viabilizar o licenciamento ambiental e fornecer sementes. O pesquisador da Embrapa Paulo Moreira fará parte da coordenação, juntamente com a representante da Feempi, Roberta Barros, encarregada do acompanhamento e monitoramento do trabalho, juntamente com o grupo técnico.

Sustentabilidade com lucratividade

O Curupira está implantado hoje em três propriedades de Rondônia. Uma delas conta com o financiamento de um empresário francês da indústria de tênis Taygra, Alexandre Salaun, que apostou na ideia, entusiasmado com a possibilidade de investir em um produto ambientalmente e socialmente sustentável, portanto com grande aceitação no mercado, e que ao mesmo tempo oferece alta produtividade.

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