10 de agosto de 2013

Condenado, e prestes a perder o mandato Cassol diz que vai abandonar a política

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9/08/2013 – 15h54min – Atualizado em 09/08/2013 – 15h54min

Só os parentes e ex-sócios da família Cassol ganhavam licitações fraudadas em Rolim, mas para o senador isso é perfeitamente normal (burlar a lei e ratear o dinheiro público entre os parentes).

Tudo Rondônia

Depois de escrever seu nome na história brasileira da corrupção como o primeiro senador condenado à cadeia pelo Supremo Tribunal Federal , o ex-prefeito de Rolim de Moura, ex-governador de Rondônia e agora quase ex-senador, Ivo Cassol diz que vai abandonar a vida pública. Esta decisão, anunciou ele, foi tomada após consultar a família.

A verdade, porém, é outra. Não é o senador Ivo Cassol que decidiu, por livre e espontânea vontade, abandonar a política. Ele está sendo banido.

Condenado a quase cinco anos de prisão pelo STF nesta quinta-feira, Cassol também anunciou que vai recorrer da sentença, mas é tudo jogo de cena.

Ele e seus advogados sabem que aquele tribunal não vai alterar a decisão. O máximo que pode acontecer é a corte julgar algum embargo declaratório a ser interposto pelo senador, mas tal recurso não muda o resultado do julgamento. Os embargos destinam-se a esclarecer algum ponto obscuro da decisão. E também para atrasar o cumprimento da pena. Por isso também são conhecidos como embargos protelatórios.

Em um texto divulgado por sua assessoria, o senador rondoniense se declarou inocente de todas as acusações, de forma que a decisão unânime dos dez ministros que votaram no STF nesta quinta-feira é a  maior injustiça já cometida pela corte em toda sua existência – pelo menos na visão de Cassol.

O senador diz ainda que o que ele fez como prefeito em Rolim de Moura é normal e ocorre hoje em qualquer prefeitura do interior no Brasil.

O que ele fez foi burlar a Lei de Licitações para favorecer parentes que tinham empresas e abocanharam todas as verbas federais do município para a construção de escolas, contenção de enchentes, drenagem de córregos. Só os parentes e ex-sócios da família Cassol ganhavam licitações fraudadas em Rolim, mas para o senador isso é perfeitamente normal (burlar a lei e ratear o dinheiro público entre os parentes).

Inelegível até por volta de 2027, Cassol, ao anunciar que vai deixar a vida pública, imita a raposa da fábula, que, ao perceber não ser possível alcançar as uvas que tanto desejava, sentenciou: estão podres.

Como Ivo Cassol não pode ser mais candidato a nada e ainda corre o risco de ser cassado, ele diz que decidiu  sair. E, como mártir, pode se tornar o primeiro santo rondoniense. São Cassol. O padroeiro dos corruptos.

 

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