15 de março de 2016

Civismo e bom humor marcaram manifestações 

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O civismo e o bom humor marcaram as manifestações de domingo, 13 de março. Novamente acho que o Datafolha errou, cravando 500 mil pessoas em 23 quarteirões da avenida Paulista. Os números da Polícia Militar batem com os do Movimento Brasil Livre (MBL): 1 milhão e 400 mil. Em todo o país, muito mais de 3 milhões.

Insistimos aqui com os números, mas na verdade isso é o menos importante. O que vale é a expressão da manifestação em si, em todos os lugares. O civismo e o bom humor, característica do povo brasileiro, realçam muito a grandeza com que se revestiu esse histórico 13 de março e, mais do que isso, o propósito dos protestos, concentrado no combate à corrupção e afastamento da presidente Dilma Rousseff.

O hino nacional ecoou em todas as cidades. O verde-amarelo predominante indicou uma nação reencontrando-se consigo mesma, lutando com suas contradições para banir uma forma de fazer política que desde os tempos coloniais se apropria do bem público para satisfazer interesses privados, e que na última década se instalou na estrutura de Estado como uma organização criminosa.

A Lava Jato trouxe à tona a erupção purulenta que tomou conta do sistema político-partidário. É preciso reinventá-lo, para que a política exercite, de fato, o que está embutido na definição muito apropriada aos nossos dias em razão das circunstancias pelas quais passa o Brasil e em razão da globalização do mundo, do geógrafo e professor Milton Santos:

“A política, por definição, é sempre ampla e supõe uma visão de conjunto. Ela apenas se realiza quando existe a consideração de todos e de tudo. Quem não tem visão de conjunto não chega a ser político. E não há política apenas para pobres, como não há apenas para os ricos. A eliminação da pobreza é um problema estrutural. Fora daí o que se pretende é encontrar formas de proteção a certos pobres e a certos ricos, escolhidos segundo os interesses dos doadores. Mas a política tem de cuidar do conjunto de realidades e do conjunto de relações”.

Transposição

O governador Confúcio Moura, em seu blog informa: são 8 mil os processos de servidores que optaram pela transposição já julgados. Desses, 4.065 foram aprovados, 3.697 reprovados e 536 com portarias publicadas no Diário Oficial da União. A previsão, segundo informou ao governador o procurador de Estado Luciano Alves, é a de que sejam publicados a partir de agora setenta nomes por semana no DOU. A conferir.

Em dúvida

O prefeito de São Miguel do Guaporé, Zenildo Pereira, tem até o dia 18 de março para decidir se deixa ou não o Partido dos Trabalhadores. Ele já recebeu, ainda no ano passado, convite para integrar o PDT. Zenildo confessa: é uma decisão difícil, e tem se aconselhado com algumas pessoas. Para o PR, o PT já perdeu a vereadora Maria Simões, de Cacoal, pré-candidata a prefeita, e o deputado estadual Ribamar Araújo. Zenildo participou no PMDB de ato de filiação do deputado Maurão de Carvalho.

Sucessão estadual  

No quinto mandato de deputado estadual, o presidente da Assembleia Legislativa Maurão de Carvalho é agora filiado ao PMDB. O ato de filiação ocorreu na segunda-feira, dia 14, na sede do partido. Ele iniciou trajetória no parlamento estadual pelo PSDB, passou pelo PPB e PP. Está de olho na sucessão do governador Confúcio Moura.

Email: maraparaguassu1@gmail.com

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