30 de março de 2015

Agricultores do Morrinho precisam de maquinário, insumos para corrigir o solo e assistência técnica

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Reeleito para o terceiro mandato de presidente da associação local, Manoel Motora está em Porto Velho buscando melhoria para a região

Autor: Amazônia da Gente

Manoel Motora discursa na posse da Aprumar - Foto Jota Gomes

A Associação dos Produtores Rurais do Ramal Primeiro de Maio e Região (Aprumar)  reelegeu recentemente o seu presidente, Manoel Raimundo de Souza, mais conhecido como Manoel Motora, que assumiu o seu terceiro mandato à frente da instituição. A região produz parte dos hortifrutigranjeiros que abastecem Porto Velho, mas os agricultores enfrentam dificuldades, como   a falta de maquinário, assistência técnica e insumos para melhorar a qualidade do solo.  Eles também têm dificuldades de acesso a crédito bancário, mas mesmo assim contribuem para levar alimentos para a cidade. “O caminhão da produção, da Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric), faz duas viagens por semana  para o transporte de vários produtos, como milho, mamão,melancia, macaxeira e banana, entre outros”,  informa Manoel.

O  Jatuarana é o ramal principal da estrada Primeiro de Maio, com acesso pela BR-319, a cerca de 4,5 quilômetros da ponte do Madeira, e integra o Projeto Morrinhos.  “A maioria dos moradores ainda trabalha com as mínimas condições necessárias. Não tem muita coisa e por isso há uma grande dificuldade de conseguir dinheiro nos bancos. Eles (os representantes dos  bancos) dizem que o pessoal não se enquadra no perfil exigido e eu acho que deveria haver condições especiais para que estas pessoas pudessem trabalhar”, explica o presidente da Aprumar.

Em Porto Velho  atualmente, Manoel aguarda uma resposta da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Ambiental (Sedam) para resolver a situação de 36 famílias que vivem na Reserva Estadual de Rendimento Sustentável Rio Vermelho C . A área foi negociada em  2011  com o governo federal para desmembrar a região de Rio Pardo da Floresta Nacional do Bom Futuro. Segundo Manoel Motora,  “este processo já está no final, depois de muita negociação com a Sedam, que prometeu uma solução para breve”.

Proibição das queimadas

Os agricultores do projeto Morrinhos nunca tiveram vida fácil e os problemas aumentaram com a proibição de fazer queimadas no preparo das lavouras. “A gente não pode queimar e por isso aumentou a necessidade de apoio do governo para preparar a terra. Principalmente de maquinário, assistência técnica e correção do solo”, diz Manoel Motora.

Ele afirma que a Secretaria Municipal de Agricultura (Semagric) tem dado apoio, mas a ajuda ainda é pequena diante das necessidades.  Já o Departamento de Estradas de Rodagem (DER) está trabalhando para melhorar a estrada, sendo que a prefeitura já deslocou o maquinário para trabalhar nas vicinais.

A situação se complica quando há necessidade de atendimento médico. “Aí  não tem jeito. Nestes casos, o pessoal precisa se deslocar para Porto Velho”, diz Manoel. As crianças estudam em uma escola de ensino fundamental de Camutama, um município do Amazonas localizado na divisa com Rondônia. A prefeitura oferece transporte escolar, mas o ideal é que houvesse uma escola na própria região para evitar que as crianças tivessem que se deslocar todos os dias, acredita o presidente da Aprumar.

 

 

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