6 de dezembro de 2016

Acusado de matar Nicinha do MAB vai a julgamento

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Família da ativista teme que o julgamento seja adiado e o réu seja beneficiado com um habeas corpus

Nicinha foi morta em janeiro deste ano e seu corpo foi encontrado cinco meses depois  - Foto MAB

Nicinha foi morta em janeiro deste ano e seu corpo foi encontrado cinco meses depois – Foto MAB

Acusados de matar Nilce de Souza Magalhães, mais conhecida no Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB), no qual era ativista, como Nicinha,Edione Pessoa da Silva e Leonardo Batista da Silva vão a julgamento nesta quarta-feira, 7 de dezembro. Nicinha desapareceu no dia 7 de janeiro deste ano, no distrito de Nova Mutum-Paraná, a 167 quilômetros de Porto Velho, em Rondônia. Após ser morta, seu corpo foi jogado no rio, sendo resgatado cinco meses depois. Edione confessou ter matado Nicinha e alegou que houve uma desavença entre eles, motivada pela acusação de furto feita pela vítima contra ela, o que o levou a cometer o crime. Leonardo é acusado de ocultação de cadáver.

A família ainda aguarda a realização de um exame de DNA para a liberação do corpo da ativista para sepultamento. O governo do Estado alega que não tem recursos para o pagamento do exame e a família ingressou com uma ação no Ministério Público Federal para tentar apressar o processo de liberação do procedimento.

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De acordo com a filha da vítima, Divanilce, que também é assistente de acusação do caso, a família teme que o Júri seja adiado para o dia 9 de fevereiro, pelo atraso por parte da delegacia responsável pelos inquéritos na entrega de um laudo tanatoscópio, com característica do corpo que foi reconhecido pela família como sendo o de Nicinha, emitido pelo IML há três meses e que deveria ter sido anexado ao processo.

“No último dia 29 de novembro, os dois mudaram de advogado. O laudo ainda não havia sido entregue à Justiça para ser anexado ao processo. Acontece que existe o prazo de três dias para que o advogado tome conhecimento de qualquer novidade anexada ao processo, e só agora esse laudo foi entregue, o que pode ser usado pelo advogado, com a intenção de adiar, e nesse meio tempo entrar com pedido de habeas corpus para o Edione. Nós queremos que o assassino da minha mãe responda o processo preso e isso pode dar a ele a chance de conseguir responder em liberdade e até de fugir”, concluiu Divanilce.

A família espera para esta quarta-feira que a movimentação com a intimação de mais de 20 pessoas pelo Júri e mais 21 testemunhas seja suficiente para a manutenção da data e o julgamento aconteça sem relaxamento.

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